Coreia do Norte estuda aumentar arsenal na fronteira com a Coreia do Sul, diz irmã de Kim Jong-un


Coreia do Norte lança mísseis balísticos em meio a exercícios
A irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou em comunicado divulgado nesta segunda-feira (19) pela agência estatal de notícias KCNA que seu país está considerando o envio de armamento tático adicional e a retomada das transmissões por alto-falantes na fronteira com a Coreia do Sul.
Kim Yo Jong classificou a situação na região como “instável” e acusou os vizinhos de estarem ameaçando os militares norte-coreanos:
“Atualmente, a situação na fronteira sul está muito instável. Os belicistas das forças armadas da República da Coreia estão ameaçando seriamente a segurança de nossos militares, disparando tiros de advertência contra eles com fuzis automáticos e metralhadoras de grosso calibre. Para lidar com a situação atual, nossa liderança militar está examinando a possibilidade de implantar mais meios de ataque tático ao longo da fronteira sul como medida preventiva e de repressão para lidar com contingências, bem como de retomar as transmissões por alto-falantes contra a Coreia do Sul, além de considerar outras medidas necessárias e apropriadas”.
Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, participa de cerimônia em Hanói, no Vietnã, em 2019
EUTERS/Jorge Silva/Pool/Arquivo
Há duas semanas, as Forças Armadas da Coreia do Sul disseram que a Coreia do Norte havia mobilizado cerca de 7 mil trabalhadores este ano para instalar minas e cercas na fronteira entre os dois países, e pediu a Pyongyang que suspendesse as obras de fortificação.
De acordo com o governo sul-coreano, as minas norte-coreanas já causaram aproximadamente 50 incidentes. Uma explosão no mês passado feriu gravemente dois soldados do país.
“As forças armadas sul-coreanas estão em alerta máximo devido às obras de fortificação da Coreia do Norte, disparando tiros de advertência e realizando transmissões por alto-falantes. E Pyongyang parece estar preocupada com o fato de que essas atividades de advertência por parte de Seul possam agravar as tensões perto da fronteira ou causar um conflito militar”, disse Lim Eul-chul, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Universidade de Kyungnam, em Seul.
Kim Yo Jong afirmou que Seul emitiu 2.870 alertas por alto-falantes e disparou 201 tiros de advertência entre 1º de agosto e 17 de outubro.
Comunicado de agência de notícias estatal da Coreia do Norte sobre planos para reforçar arsenal na fronteira com a Coreia do Sul
Reprodução
0
0

PROCURAR