Começa novo jantar com correspondentes da Casa Branca 3 meses após tentativa de assassinato contra Trump


EUA: Justiça acusa atirador em jantar de correspondentes de tentativa de assassinato de Trump
Começou na noite desta nesta sexta-feira (24) do jantar anual dos correspondentes internacionais da Casa Branca, em Washington, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O evento começou sob forte esquema de segurança, após ter sido interrompido por um ataque a tiros na edição anterior.
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➡️ Na ocasião, um homem armado tentou entrar no salão onde ocorria o jantar, evento anual tradicional em que o presidente dos Estados Unidos se reúne com jornalistas estrangeiros que cobrem a Casa Branca. O homem trocou tiros com agentes do Serviço Secreto, que o interceptaram na entrada. Trump foi retirado às pressas, e os jornalistas tiveram de se esconder sob as mesas (veja no vídeo acima).
Fachada do hotel que recebe o jantar entre Donald Trump e os jornalistas correspondentes internacionais que cobrem a Casa Branca
Kent Nishimura / AFP
O Serviço Secreto reforçou a proteção no entorno do hotel, isolou ruas da região e montou um amplo perímetro de segurança para evitar novos incidentes.
Por conta dos tiros, o jantar foi adiado e remarcado para esta sexta. Desta vez, no entanto, o evento ocorrerá com novas e reforçadas medidas de segurança — em abril, jornalistas relataram falhas de segurança. Um dos vídeos capturados por câmaras do hotel mostrou que o atirador conseguiu furar o bloqueio de agentes do Serviço Secreto.
O evento deste ano também acontece em um novo endereço. A cerimônia foi transferida do Washington Hilton para o Waldorf Astoria. Segundo os organizadores, o hotel é menor e permite um controle mais rigoroso da entrada dos convidados.
👉 O atirador, identificado como Cole Allen, um californiano de 31 anos, declarou-se inocente das acusações do Ministério Público contra ela, incluindo a tentativa de assassinato do presidente.
Discurso de Trump
Convidados se abaixam após barulho de tiros em jantar de correspondentes da Casa Branca, em abril de 2026.
REUTERS/Evan Vucci
No evento desta noite, Trump deverá proferir o discurso que não pôde fazer em abril — no evento, é também tradição que o presidente fale aos jornalistas. Embora se esperasse que Trump fizesse um discurso contundente contra a imprensa no evento original, resta saber qual será o tom adotado no jantar remarcado.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a repórteres na quinta-feira que Trump “celebrará a liberdade de expressão e a Primeira Emenda [da Constituição] com todos vocês, membros da mídia”.
“O presidente está ansioso para terminar o que começou antes que uma tentativa de assassinato desprezível interrompesse o evento original”, acrescentou Leavitt, que também estará presente.
Leavitt afirmou ainda que o discurso do presidente será uma combinação de “algo unificador e, ao mesmo tempo, implacável; sério e, ao mesmo tempo, muito engraçado”.
“Se é que vocês conseguem imaginar isso. Uma coisa posso garantir: será um discurso muito divertido”, afirmou a porta-voz.
As batalhas de Trump contra a imprensa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, batendo continência no início do jantar promido pela Casa Branca aos jornalistas correspondentes internacionais.
Mandel Ngan / AFP
Trump processou diversos veículos de comunicação, classificou reportagens desfavoráveis como “fake news” e frequentemente criticou e ridicularizou jornalistas.
Seu governo retirou a agência de notícias Associated Press do grupo de jornalistas com acesso privilegiado à Casa Branca e restringiu o acesso de muitos profissionais ao Pentágono, entre outras medidas.
A Casa Branca defendeu essas ações, afirmando que elas visam proteger informações sensíveis, reforçar a segurança e aumentar a responsabilização do que considera organizações de mídia tendenciosas.
Falando a jornalistas mais cedo nesta sexta, Trump defendeu intimações federais contra jornalistas do “New York Times” — posteriormente retiradas — afirmando que a segurança nacional estava em jogo. Os repórteres haviam publicado informações sobre a segurança do novo avião presidencial Air Force One, doado pelo Catar.
A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a correspondente sênior da CBS News na Casa Branca e presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), Weijia Jiang, participam do jantar da WHCA de 2026, realizado no hotel Waldorf Astoria, em Washington.
Mandek Ngan / AFP
“Não estamos atrás dos jornalistas. Estamos atrás dos vazadores de informações. Estamos atrás de pessoas covardes, antipatrióticas e, em muitos casos, traidoras. E a maneira de encontrá-las é por meio dos jornalistas”, declarou Trump no Salão Oval.
Mesmo intensificando suas ações contra a imprensa, Trump tem dado aos repórteres mais acesso direto do que presidentes recentes, respondendo perguntas durante aparições públicas sem roteiro definido e conversando regularmente com jornalistas por telefone.
Centenas de jornalistas veteranos, juntamente com oito organizações profissionais de jornalismo, assinaram uma carta pedindo que a Associação de Correspondentes da Casa Branca aproveite o jantar para condenar o que classificaram como ataques de Trump à Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos – que protege a liberdade de expressão e de imprensa.
Com informações da AFP e da Reuters
Jantar dos Correspondentes nos EUA: entenda a importância do evento de Trump com imprensa
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