Do risco de um 2º cartão amarelo ao 1º gol contra o Japão: veja como resiliência de Casemiro levou o Brasil à virada


A vitória da Seleção é o retrato de um Brasil que nunca desiste
A vitória da Seleção nesta segunda-feira (29) é o retrato de um Brasil que nunca desiste, mesmo diante das adversidades.
É fácil enxergar diferenças. Basta querer. Lados opostos do planeta se encontram em Houston. Na vida, eles têm milênios de sabedoria. Já no campo, o Brasil é história e tradição. Apesar disso, os adversários desta segunda-feira (29) são muito mais parecidos do que o mapa faz crer e do que o mundo pode imaginar. No elenco, o Brasil tem um líder de estilo japonês. Calmo e combativo ao mesmo tempo, é Casemiro quem dá o recado: a tarefa desta segunda-feira (29) vai ser esperar.
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O Brasil vem preparado para um jogo de paciência. Nenhuma jogada brilhante, nenhuma centelha de genialidade, nenhum lampejo individual. Bola de pé em pé, tentando lentamente quebrar as barreiras. O Brasil, quando quer, pode ser igual ao Japão. O problema é que o Japão, de vez em quando, também pode ser Brasil. Quando Sano arranca com a bola, constrói a menos oriental das jogadas, zero planejamento e puro improviso, puro coração.
Casemiro viu esse gol do pior ângulo possível. O ângulo de quem é ultrapassado pelo adversário, de quem fica para trás desmanchado. Como já tinha o amarelo, não pôde nem fazer falta. Só assistir ao que, para ele, podia ser o fim da Copa, o fim de todas as Copas. Porque tudo indicava que, no intervalo, ele iria para o vestiário para não voltar mais.
Mas o calmo Casemiro, o líder tão silencioso que é quase oriental, tem a mais brasileira das qualidades, que é não desistir. E ele continua mesmo quando o destino parece dizer não. Porque se essa cabeçada não entrou, qual iria entrar? A próxima. A que ele foi buscar lá no alto, a que transformou um desastre em um sonho possível. A que fez o Brasil acreditar.
Do risco de um 2º cartão amarelo ao 1º gol contra o Japão: veja como resiliência de Casemiro levou o Brasil à virada
Jornal Nacional/ Reprodução
Ele pode ter sentido o cheiro do gol. Mas, até na comemoração, Casemiro é mais força do que alegria. É o retrato de uma Seleção que não se desespera. Mas precisava fazer a torcida esperar tanto? Admiramos muito a tranquilidade dos nossos jogadores, mas somos um povo emotivo. Nossos títulos e o relógio não combinam um com o outro.
Mas o povo que não desiste tenta até o último lance. E assim, mais do que fazer um gol, Gabriel Martinelli representou a todos nós. No fim, Brasil e Japão, de tão diferentes, ficaram parecidos de novo. Eles na tristeza, e nós na alegria. Valeu a pena não desistir.
Com Casemiro, o Brasil aprende o significado da palavra resiliência. É uma mistura de paciência, persistência e coragem. Venceu o futebol paciência, o futebol Casemiro. Aquele que ensina que, em uma Copa do Mundo, não há nada como a arte de continuar.
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