Douglas Santos ficou quase uma década sem defender a Seleção até chance dada por Carlo Ancelotti


Titular na estreia, lateral Douglas Santos ganha espaço na Seleção e visibilidade com a torcida
Nesta terça-feira (16), quem deu entrevista na Seleção foi o lateral-esquerdo Douglas Santos.
Ele sabe como foi difícil ocupar o lugar onde está agora.
“A gente sempre está conversando para sempre estar melhorando. Porque a gente sabe que nada está suficiente. Então, a gente tem que sempre procurar melhorar”, diz Douglas Santos, lateral da Seleção.
Aos poucos, sem que muitos se dessem conta, a Seleção passou a ter um titular que, durante um bom tempo, nem imaginava que disputaria uma Copa do Mundo.
“Não era muito reconhecido na minha cidade. Até porque já faz dez anos que estou fora. Mas, depois da Seleção Brasileira, a gente sabe que é o maior palco do mundo, e isso me fez sentir agora, quando cheguei de férias, e não conseguia andar muito nas ruas, as pessoas me perguntando até por questão de Copa do Mundo”, conta Douglas Santos.
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Nascido na Paraíba, Douglas Santos se profissionalizou em Pernambuco, no Náutico. Também defendeu o Atlético Mineiro, mas fez carreira no exterior. Aos 32 anos, joga pelo Zenit, da Rússia.
Campeão olímpico no Rio, em 2016, ficou quase uma década sem defender a Seleção. Até que a chance veio com Carlo Ancelotti. Para se tornar esse rosto um pouco mais conhecido, Douglas Santos precisou enfrentar uma forte concorrência. Só neste ciclo de Copa, doze laterais-esquerdo foram convocados, por quatro técnicos diferentes. Ele ganhou a vaga na reta final.
Douglas Santos ficou quase uma década sem defender a Seleção até chance dada por Carlo Ancelotti
Jornal Nacional/ Reprodução
Primeira convocação com o mister: setembro de 2025. Ultrapassou concorrentes lembrados por diferentes treinadores, se tornou o segundo jogador que mais atuou na lateral esquerda desde o fim da Copa do Catar – sete partidas. E, quando se falava da experiência de Alex Sandro, Douglas ganhou a confiança do técnico. Jogou os 90 minutos contra Marrocos e deve seguir titular contra o Haiti.
“O Haiti é uma seleção que demonstrou aí na estreia que está muito forte fisicamente. Eles fizeram um jogo contra a Escócia muito bom. A gente vai ter que jogar muito mais do que a gente jogou contra o Marrocos”, afirma Douglas Santos.
E é bom se acostumar com a própria imagem nas telas. Jogador de Seleção Brasileira em Copa do Mundo é isso. Melhor deixar a timidez do lado de fora do campo.
Comentários
Luiz Felipe Scolari, o Felipão, e Renata Vasconcellos em Nova York, nos Estados Unidos
Jornal Nacional/ Reprodução
Renata Vasconcellos: Douglas Santos pregou cautela contra o Haiti. Tem a força física, eles podem vir jogando fechado. Qual é a sua expectativa para o jogo?
Luiz Felipe Scolari, comentarista: A minha expectativa é de que a gente faça inicie o jogo diferente do jogo passado, e que já marque pressão, já consiga um gol nos minutos iniciais para que dê um pouco mais de tranquilidade à nossa equipe. Possamos fazer uma marcação mais alta. Uma série de detalhes que devem ser mudados pelo Ancelotti – e que vai mudar, provavelmente. Nós vamos conseguir o nosso resultado.
Renata Vasconcellos: Até porque a estreia já passou, o segundo jogo… Então, você acha que o Ancelotti vai fazer mudanças no time?
Luiz Felipe Scolari: Eu acho que, devido ao time que nós vamos enfrentar e pelo resultado, devemos ter umas três mudanças.
Renata Vasconcellos: Quais?
Luiz Felipe Scolari: Não sei. Isso é com o Ancelotti. Ele que vai definir. Mas, provavelmente, ele vai definir alguém pelo lado direito, mais um atacante, mais um meia. Alguma coisa assim. E mudanças na marcação mais a frente para conseguir.
Arbitragem
Débora Gares mostrou quem vai apitar o próximo jogo do Brasil:
“O Brasil enfrenta o Haiti nesta sexta-feira, na Filadélfia, e vai ter um trio de arbitragem todo espanhol. Alejandro Hernández vai ser o árbitro principal. Ele atuou como quarto árbitro no jogo entre Escócia e Haiti pela primeira rodada do grupo do Brasil”.
Os jogadores da Seleção descansaram no hotel depois de um dia de treino. Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães e Raphinha, que tinham sido poupados das atividades de segunda-feira (15), trabalharam normalmente. Na quarta-feira (17), a Seleção treina novamente no final da manhã no CT. E, nas parte da tarde, tem entrevista coletiva com o Danilo – um dos líderes desse grupo.
Haiti
Felipe Brisolla trouxe as informações sobre o adversário do Brasil de sexta-feira (19).
A seleção do Haiti participa pela segunda vez da Copa do Mundo. A outra vez foi em 1974. Mas, por causa dos problemas políticos e dos problemas sociais do país, essa é uma seleção que tem algumas peculiaridades. Por exemplo, nas Eliminatórias, eles não puderam utilizar o próprio país; mandaram os jogos em outros territórios – Curaçao, Barbados.
O técnico, o francês Sébastien Migné, nunca pisou no Haiti. Dos 26 convocados, apenas um atua no futebol haitiano. A maioria joga no futebol europeu. Dois deles, na Inglaterra, e são os principais jogadores: Jean Bellegarde, que joga no Wolverhampton, e Wilson Isidor, atacante do Sunderland. É uma equipe que fez uma boa estreia contra a seleção escocesa, é um time físico, muito forte, com intensidade. Porém, perdeu de 1 a 0.
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