EUA derrubam nova onda de drones do Irã, diz Comando Central

O CENTCOM (Comando Central dos Estados Unidos) afirmou que suas defesas aéreas derrubaram com sucesso múltiplas ondas de drones iranianos que tinham como alvo ativos militares americanos no Kuwait.

“Uma nova onda de drones iranianos que tentava atacar forças dos EUA no Kuwait não conseguiu atingir os alvos pretendidos nesta noite”, disse o CENTCOM em publicação na rede social X na noite desta terça-feira (2).


“Nenhum militar americano ou equipamento foi atingido”, acrescentou.

Mais cedo, como mostrado pela CNN, o CENTCOM já havia rejeitado alegações de que o Irã atingiu o quartel-general da Quinta Frota dos EUA, no Bahrein, e uma base aérea americana na região, afirmando que “todos os ataques iranianos contra forças americanas fracassaram”.

Os EUA alegaram que também foram disparados mísseis contra o Bahrein — sirenes foram ouvidas no país, e o ministro da Defesa pediu para a população permanecer em abrigos.

“Dois mísseis iranianos disparados contra o Kuwait não atingiram seus alvos ou se fragmentaram durante a trajetória, e três mísseis lançados contra o Bahrein foram imediatamente interceptados pelas forças de defesa aérea dos EUA e do Bahrein”, adicionou o comunicado.

Relembre como começou a guerra no Irã

No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”.

Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.

Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortos em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.

Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.

O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.

Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro

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