Irã e Paquistão se reúnem em meio a negociações que buscam fim de guerra

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi (à direita), se reúne com Asim Munir, comandante do exército do Paquistão, em Teerã, em 22 de maio de 2026.
Reprodução/IRNA
O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, se reuniu com o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, em Teerã, como parte dos esforços diplomáticos em curso para lidar com as tensões regionais, informou a mídia estatal iraniana neste sábado (23).
Qalibaf afirmou que não abriria mão dos direitos do país e que as forças armadas iranianas reconstruíram suas capacidades durante o cessar-fogo, segundo a agência de notícias Reuters.
Se os EUA “reiniciarem a guerra de forma imprudente”, as consequências serão “mais devastadoras e amargas”, informou o negociador a TV estatal.
Nesta sexta-feira (22), Munir também se encontrou com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na presença do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, durante sua visita ao Irã.
O Paquistão atua como intermediário entre Irã e Estados Unidos desde o início da guerra, transmitindo mensagens entre os dois lados e mediando encontros no país.
Uma equipe de negociação do Catar também chegou a Teerã nesta sexta-feira, em coordenação com os Estados Unidos, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.
➡️ Em 18 de maio, os Estados Unidos rejeitaram uma proposta do Irã para o fim da guerra no Oriente Médio, segundo o site de notícias dos EUA Axios.
A proposta havia sido entregue aos EUA por um mediador do Paquistão. No entanto, o governo do presidente americano, Donald Trump, achou os pontos insuficientes, ainda de acordo com o Axios.
Na mesma semana, Trump também ameaçou retomar os ataques ao território iraniano, cancelando o cessar-fogo atualmente em vigor, caso as negociações por um acordo de paz definitivo fracassem e o Irã mantenha o controle do Estreito de Ormuz.
Em resposta, Teerã lançou uma campanha agressiva para armar a população em diferentes frentes.
Cronologia do conflito
EUA e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã em 28 de fevereiro, com ataques a instalações militares e nucleares.
A ação matou o líder supremo Ali Khamenei e integrantes do alto escalão iraniano, abrindo uma crise de poder em Teerã.
EUA e Israel dizem que o objetivo é conter o programa nuclear e a capacidade de mísseis do Irã. O Irã nega buscar armas nucleares e promete retaliar os ataques.
Uma das consequências da guerra foi a disparada do preço do petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz, via marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo.
Após o início da ofensiva, EUA e Israel anunciaram uma nova fase da guerra, com ataques mais intensos contra mísseis e estruturas do regime iraniano.
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