Crianças francesas de 4 e 5 anos são encontradas sozinhas em estrada de Portugal; mãe e padrasto são presos


Agentes da Guarda Republicana Nacional Portuguesa passam em frente ao tribunal de Setúbal, onde uma francesa e seu companheiro, suspeitos de abandono de duas crianças, devem comparecer em 22 de maio de 2026.
FILIPE AMORIM / AFP
Dois meninos franceses, de 4 e 5 anos, foram encontrados sozinhos à beira de uma estrada no município de Santiago do Cacém, em Portugal, na terça-feira (19).
As crianças foram localizadas por um motorista na rodovia nacional 253, que liga a cidade de Alcácer do Sal ao balneário de Comporta, a cerca de 100 quilômetros ao sul de Lisboa.
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Segundo informações preliminares divulgadas pela imprensa local, a mãe e o companheiro teriam abandonado os meninos com mochilas contendo água, biscoitos, frutas e roupas extras, mas sem documentos de identidade.
Os dois adultos também teriam vendado os olhos das crianças, dizendo que se tratava de uma brincadeira, antes de irem embora de carro.
Segundo as autoridades portuguesas, os meninos deixaram de frequentar a escola na semana passada, o que levou os serviços municipais a emitirem um alerta de desaparecimento considerado preocupante, renovado na segunda-feira (18).
A mãe das crianças foi presa na quinta-feira (21), em Fátima, no centro de Portugal, junto com o companheiro, apontado como padrasto dos meninos. De acordo com a emissora EuroNews, ele já havia sido condenado por violência doméstica.
Os dois são suspeitos de maus-tratos, abandono e colocação em perigo, informou a Gendarmaria Nacional (força militarizada de segurança da França).
Após serem encontrados, os meninos foram levados a um hospital para observação. Nesta sexta-feira (22), o tribunal de Setúbal anunciou que eles foram colocados sob os cuidados de uma família acolhedora enquanto aguardam o retorno à França.
“Caberá às autoridades judiciais francesas, por meio dos mecanismos de cooperação judicial, iniciar o procedimento de retorno das crianças ao Estado de sua residência habitual”, acrescentou o tribunal.
“As informações reunidas no processo indicam que as crianças moravam com a mãe na França e que os pais são separados, sendo que o pai possui direito de visita limitado e supervisionado”, explicou a instância judicial.
*Com informações da agência de notícias France Presse.
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